30/04/2016

" O PSOL, como partido político, é plural sim"


O deputado Edilson Silva responde ao jornalista Franco Benites, do JC ONline em sua coluna Pinga Fogo.
O PSOL, como partido político, é plural sim. Em 12 anos de existência no Recife, abrigou várias tendências e pensamentos. Por isso, é essencialmente um partido democrático. Suas divergências internas são prova disso.
Em que pese a falta de unidade interna em todos os aspectos, temos compreensão do papel relevante que o partido exerce na conjuntura atual do Recife, de Pernambuco e do País. Assim sendo, temos responsabilidade para com o fortalecimento do PSOL e não iríamos comprometer este projeto por questões menores. Dito isto, impulsionamos, na medida do possível, todas as postulações da legenda.
No dia 8 de abril, nos estúdios da Rádio Jornal, no segundo dos três blocos da entrevista ao comunicador Ednaldo Santos, fomos indagado sobre a estruturação da chapa de vereadores do PSOL. Eis a nossa resposta:


“Nós temos uma chapa que é a melhor chapa que a gente montou, até hoje. Albanise Pires, que é presidente estadual do PSOL. Foi candidata ao Senado, já foi candidata a vice-prefeita. Está na nossa chapa. É um dos principais nomes. Nós temos o Leonardo Cisneiros, que é um ativista do direito à cidade, do Direitos Urbanos. Tem o Severino, que é do Sintraci (Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal), do Movimento dos Sem Teto, conhecido como Biu, também está na nossa chapa. Tem o (médico) Cacá Melo, que trabalha com a medicina popular. Tem todo um segmento militante na cidade que trabalha com isso. Nós temos várias lideranças nas comunidades. Temos nomes já testados do PSOL. O próprio Zé Gomes, que foi candidato ao governo do Estado. O Numeriano, que já foi candidato a prefeito. Tem o Pedro Josephi, que foi candidato a deputado estadual na última eleição.

28/04/2016

"Dilma e o PT não respeitam a Lei"



Diante da derrota eminente, Dilma pretende assinar uma série de medidas com o objetivo de fazer a farra fiscal. O Brasil já tinha superado esse tipo de política, comum no passado. Depois da Lei de Responsabilidade Fiscal, essa prática foi praticamente extinta. 

Dilma e o PT não respeitam a Lei, aliás estão sendo impedidos por isso, e vão apostar tudo na velha estratégia do marketing: anunciar mentiras, que depois não serão cumpridas. Viveremos tempos difíceis para arrumar o tamanho do rombo deixado por esses 13 anos de PT, mas é preciso começar a arrumar a casa, controlar a dívida, para que possamos baixar os juros, recuperar a credibilidade de nossa economia, para voltar a gerar empregos.

Mendonça Filho

"Estado vai ter dificuldade para pagar reajuste da PM", diz secretário




Da Rádio Jornal

No dia seguinte ao reajuste que impediu a greve dos policiais e bombeiros militares, o Secretário de Administração de Pernambuco, Milton Coelho, já mostrou sinais de novas dificuldades após o fim do movimento da PM. Em entrevista ao programa de Geraldo Freire nesta quinta-feira (28), Milton Coelho
afirma que "o Estado vai ter dificuldade para pagar esse reajuste".


De acordo com o secretário estadual, mesmo com a greve evitada não existem motivos para comemorar. Ele afirma que a situação financeira pernambucana segue difícil e que o acordo com a PM surtiu efeito porque ambas as partes estão em negociações mensais há cerca de um ano. "Conseguimos um acordo que atinge, especialmente, a gratificação. Valorizamos também o vale transporte", declarou.
O socialista afirmou ainda que uma greve de servidores da polícia é mais complicada: "segurança não tem preço. Só com a ameça de paralisação, já havia sinais de pânico na população", disse. O secretário disse ainda que o governo precisará fazer todo um exercício para "suportar" o reajuste. Em relação a pleitos de outros servidores estaduais, como policiais civis e professores, não há muito o que fazer por causa da crise: "os demais servidores não podem nos cobrar com o que a gente não tem", disparou.





Liminar determina volta da Lei do Bem e preços de eletrônicos podem cair


Do JC Online

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) divulgou, na quarta-feira (27), a liminar do Tribunal Regional Federal (TRF) determinando a volta a Lei do Bem, que prevê a isenção de PIS e Cofins para computadores, tablets, smartphones, modems e roteadores.

O TRF concedeu a liminar para suspender os efeitos da Medida Provisória 690, que revogou a Lei nº 11.196 (Lei do Bem), em dezembro de 2015. Com a decisão, está autorizada a aplicação da alíquota zero nas vendas de produtos das empresas associadas da Abinee ao consumidor final. 

A ação foi movida pela Abinee e está fundamentada na tese de que a revogação ocorrida por causa da MP 690 foi feita de forma ilegítima, já que o benefício da alíquota zero tinha prazo para acabar em 31 de dezembro de 2018, e, de acordo com o regramento jurídico brasileiro, benefício fiscal concedido a prazo certo não pode ser revogado.

Mendes Júnior é proibida de contratar com o poder Público



Do Estadão Conteúdo

Em portaria publicada nesta quinta-feira, 28, no Diário Oficial, a Controladoria-Geral da União (CGU) declara a empresa Mendes Júnior Trading e Engenharia S/A inidônea para contratar com a administração pública. A decisão, assinada pelo ministro Luis Navarro, conclui o Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) instaurado em virtude da Operação Lava Jato. Com a sanção, a construtora está proibida de celebrar novos contratos por, pelo menos, dois anos.

O processo utilizou informações compartilhadas pela Justiça Federal e outras colhidas junto a diversos órgãos, como o Ministério Público Federal (MPF), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Petrobras. Além disso, também foram realizadas oitivas dos colaboradores que firmaram acordo de delação premiada como Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro José Barusco Filho e Mario Goes. 

A acusação contra a empresa Mendes Júnior Trading e Engenharia S/A foi formulada com base em duas tipificações de irregularidades previstas na Lei 8.666/93 cuja ocorrência foi verificada entre os anos de 2004 e 2012. 


A primeira consiste na prática de atos lesivos visando a frustrar os objetivos da licitação (art. 88, II, da Lei 8 666/93), caracterizada pelo conluio entre empresas que prestavam serviços à Petrobras. A Mendes Júnior coordenava suas ações junto às concorrentes para reduzir a competitividade nos processos licitatórios. 

Antecipação de eleição só por vacância de ambos os cargos


O ex-governador Roberto Magalhães fala sobre a Proposta de Emenda à Constituição que tramita no Congresso propondo a antecipação das eleições: “Isso só seria possível se Dilma e Michel Temer renunciarem porque a Constituição só prevê antecipação se houver vacância de ambos os cargos por morte, renúncia ou impedimento. Por iniciativa de PEC, ela será fatalmente fulminada pelo STF. Não entendo como se fala tanto nisto”.

Essa PEC teve o apoio de 30 senadores e foi protocolada na Secretaria- Geral do Senado.

Fonte: Coluna Fogo Cruzado

Após rebelião de deputadas Cunha decide reiniciar votação de projeto


Da Agência Câmara

Em sessão plenária desta quarta-feira (27) na Câmara, deputadas protestaram após o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarar como rejeitado o requerimento que previa a retirada de pauta do projeto que cria novas comissões permanentes. O ato das parlamentares fez Cunha suspender a sessão.
Ao retornar para o plenário depois de se reunir com líderes partidários, o presidente declarou o encerramento da sessão e convocou, em seguida, abertura de nova Ordem do Dia para discutir mais uma vez o projeto. Dessa forma, todos os requerimentos de retirada de pauta da matéria apresentados por parlamentares contrários à proposta poderão ser apresentados novamente.
O argumento utilizado por Cunha para rejeitar a matéria foi que a maioria dos parlamentares votou favorável à retirada de pauta quando essa decisão deveria ter sido feita através de votação simbólica, onde não há registro nominal dos votos.
Caso seja aprovado, o projeto de resolução (PRC 8/2007) cria a Comissão da Mulher, do Idoso, da Criança e do Adolescente, da Juventude e Minorias.

27/04/2016

Reajuste do Judiciário causa impasse na Câmara



Do Congresso em Foco

O apelo que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, fez aos líderes partidários para reajustar em 41% os salários dos servidores do Judiciário, dos subsídios de juízes, desembargadores e até a elevação do teto salarial pago aos ministros de tribunais superiores dificilmente será aprovado pela Câmara. Líderes do DEM, PSDB, PP e PSB consideram uma temeridade para as contas públicas a aplicação do reajuste reivindicado pelo Poder Judiciário.
Além do reajuste salarial dos servidores do Judiciário, também está previsto no acordo preliminar dos líderes com o presidente do STF a concessão do mesmo aumento para os funcionários do Ministério Público Federal. A reivindicação da recomposição salarial reivindicada por Lewandowski estava prevista há seis meses, quando o governo e parte de sua base aliada no Congresso aprovou aumento para a Advocacia-Geral da União.
“Nós apoiamos o reajuste e vou orientar a bancada a votar a favor”, disse ao Congresso em Foco o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ).
O PT, o PSD, o PTB e o PPS também prometem votar a favor do aumento. “O Judiciário está há dez anos sem reajuste. Esse aumento está previsto no orçamento do governo”, diz à reportagem o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR).

PSB dividido com relação a um possível governo Temer


O PSB do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Julio está dividido com relação à participação de um eventual governo Temer. Os dirigentes socialistas fariam uma reunião nesta quita-feira (28) para tratar do assunto, mas o encontro foi cancelado. Dentro da legenda, está claro que há uma divisão entre a turma que quer uma vaga no governo Temer e outra que prefere manter a postura de independência, sem ser governo ou oposição assumidamente.

“Ouvi muita gente do partido e resolvi adiar a reunião e convocar outra. Mas não sei a data da próxima. Vou decidir ainda porque precisa amadurecer um pouco essa ideia… na verdade, a reunião seria para examinar esse tema relacionando esse novo cenário com o futuro do iminente governo Michel Temer… qual seria a nossa posição, se participar, se não participar. Há um grupo que acha que deve, outro grupo que acha que não deve. Achei que precisava de mais tempo para administrar isso e ouvir todo mundo. Mas nem consegui, de tanta correria aqui, ouvir todo mundo que gostaria. Então, achei melhor ganhar tempo para decidir de forma madura. Falei com os governadores e com os líderes e eles também concordaram (em adiar a reunião)”, explicou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Paulo Câmara, Carlos Siqueira e o deputado federal Tadeu Alencar estão entre os socialistas contrários a uma vinculação ministerial com Temer. O governador, que é vice-presidente nacional do PSB, já foi bem claro: dá para ajudar sem ter cargos. Ele viajaria nesta quarta para Brasília para se reunir com outras lideranças da legenda, mas ficou em Pernambuco com o cancelamento do encontro.
Pouco se sabe quem são os integrantes do PSB favoráveis a esse caminho. Dentro da legenda, nos bastidores, há quem diga que o deputado federal Fernando Filho sonha em ocupar o Ministério da Integração, que um dia, no governo Dilma, já foi do seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho.
Fonte: JC Online


PT e senadores encampam projeto Lula 2016


Por Leandro Mazzini
Com a certeza da iminente ascensão de Michel Temer ao gabinete presidencial e o alto risco de não voltar mais ao Palácio como mandatário, o ex-presidente Lula soltou o seu projeto de Poder: a antecipação das eleições presidenciais para outubro deste ano, simultâneas às eleições para prefeitos e vereadores.
O PT já encampa o discurso, uma PEC foi apresentada no Senado e um grupo de senadores ligados a Lula, capitaneados por Paulo Paim (PT-RS), já busca apoio em entidades civis.
O escrete a favor da antecipação da eleição – o projeto Lula 2016 – diz já ter 30 senadores que avalizam a proposta. O presidente do Senado, Renan Calheiros, é um deles.
Lula não vê outra saída para manter o PT no Poder – Dilma perde o Poder agora, mas o ex-presidente quer aproveitar sua exposição e os índices nas pesquisas de popularidade para tentar voltar ao Palácio por voto popular.
Paulo Paim e João Capiberibe (PSB-AP) visitaram ontem o presidente da OAB Nacional, Cláudio Lamachia, para pedir apoio. O conselho da Ordem vai avaliar.
O projeto de Poder de Lula de voltar ao Planalto é latente entre senadores há dias. O ex-petista Walter Pinheiro, a caminho da secretaria de Educação do Governo da Bahia, é outro aliado a encampar o discurso da antecipação das eleições.
“O Congresso é corporativista. Para votar a PEC da 'Janela' (que permitiu a troca de partidos) foi ligeiro. A PEC das Eleições deveria ter o mesmo tratamento''.


Cabidão americano para petistas entra na lista de cortes

              Foto extraída do ndonline.com.br
Do Coluna Esplanada
staff pré-transição do vice-presidente Michel Temer anda intrigado com o que fazem em Washington a ex-ministra Ideli Salvatti e seu marido.
Ela é representante do Governo na OEA, da ONU, no comitê de Acesso a Direitos e Equidade. Um trabalho que poderia ser feito de Brasília, com viagens esporádicas aos Estados Unidos.
O marido Jefferson Figueiredo foi nomeado em setembro passado ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa (Ufa!). Ou seja, um office-boy de luxo.
Os dois vão dançar num eventual Governo Temer. E não só eles. A equipe 'Temerista' já prepara lista dos petistas amigos da presidente que estão em cargos no exterior e os custos de manutenção de alguns deles.

26/04/2016

Sílvio Costa se autopromove com verba pública


                                   


Recorrendo ao dinheiro público da verba indenizatória, o vice-líder do governo na Câmara Silvio Costa (PTdoB-PE) comprou quase 3 toneladas de papel A4 e 16.704 lápis escolares nos últimos dois anos. Esses são apenas dois dos 30 itens adquiridos pelo parlamentar desde junho de 2014. 

Porém, a partir de dezembro de 2012, o parlamentar já recebeu 37 notas fiscais emitidas por quatro empresas diferentes das cidades de Recife e Paulista, região metropolitana da capital pernambucana, totalizando-se R$ 118.756,60 em despesas. Todas as notas fiscais contendo o material de papelaria foram entregues à Câmara pelo parlamentar, que recebeu os ressarcimentos no valor integral.

Silvio Costa explicou ao Congresso em Foco que efetuou compras de produtos diversos em grande quantidade e que dividiu o pagamento em parcelas mensais. O parlamentar enumerou apenas 17 dos 37 pagamentos, mas destacou que todas as despesas foram analisadas e aprovadas pela Controladoria da Casa.

Essa Controladoria – na verdade, o Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade – é o órgão da Câmara responsável também pela análise das notas. De acordo com o que é previsto nas regras internas, o Ato da Mesa Diretora Nº43/2009, o departamento “apenas fiscalizará os gastos no que respeita à regularidade fiscal e contábil da documentação comprobatória, cabendo exclusivamente ao Deputado responsabilizar-se pela compatibilidade do objeto do gasto com a legislação, fato que o parlamentar atestará expressamente mediante declaração escrita”.



Pesquisas realizadas sobre as empresas junto à Receita Federal e à Junta Comercial de Pernambuco indicam que todas estão com a documentação em situação regular. Entretanto, de acordo com a Operação Política Supervisionada (OPS), responsável pelos levantamentos, a maior fornecedora dentre as empresas contratadas pelo parlamentar, a Office Paper, não existe no endereço de seu registro há pelo menos dois anos, enquanto a Pinheiro e Araújo, última a fornecer produtos ao parlamentar, encerrou as atividades em março deste ano. Os dois imóveis estão disponíveis para locação.

Paulista: Sem-teto interditam BR



Centenas de pessoas oriundas de Recife, Olinda e Paulista , ligadas ao Movimento  Nacional de Luta Pela Moradia (MNLM ) fecharam na manhã de hoje (26), um trecho da BR 101 Norte, na altura do município do Paulista para protestar, com queima de pneus e gritos de guerra.

Representantes do Movimento afirmam que esse tipo de protesto está ocorrendo em diversos municípios: Recife, Olinda, Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata dentre outros, onde os prefeitos prometeram resolver a questão da moradia e até agora, quase nada foi feito. 

Em Paulista, eles disseram que conversaram ,ontem, com o prefeito Junior Matuto sobre o Conjunto Habitacional Eduardo Campos, único projeto a ser desenvolvido na cidade. " Estivemos ontem com o prefeito Junior Matuto e, ele prometeu dedicar empenho total ao nosso projeto, que conta com o envolvimento de cerca de três mil famílias", disse um dos líderes.





25/04/2016

Nota da Frente Popular ao PSB


Ao Povo Pernambucano, a nossa resposta ao PSB
1. Recebemos com grande surpresa a carta endereçada pelo PSB à Frente Brasil Popular – FBP, no último sábado, dia 16. A Frente nunca procurou o referido partido para conversas acerca de sua posição de apoio ao golpe de Estado, levado a cabo pelas forças mais retrógradas de nossa sociedade, visando afastar do cargo a Presidenta Dilma Roussef, democraticamente eleita, com grande apoio do povo pernambucano. O que fizemos, no último 15 de março, foi procurar o Governador do Estado, Paulo Câmara, para entregar uma carta na qual o questionávamos sobre a posição que assumiria diante da conjuntura nacional. Nosso forte movimento em prol da democracia havia levado mais de 200 mil pessoas às ruas nos últimos dois atos contra o golpe, realizados nos dias 18 e 31 de março. Nada mais justo, portanto, do que nos dirigirmos ao governador do estado para chama-lo ao compromisso de dar uma resposta aos anseios do povo pernambucano por democracia. Um governador deve governar para o conjunto do povo e não apenas para o seu partido. Ao terceirizar a resposta à nossa carta, se recusando a nos responder em nome de seu mandato e entregando essa tarefa ao PSB, o governador Paulo Câmara demonstra conhecer pouco a responsabilidade de seu cargo.
2. Ficou evidente para toda a sociedade após a votação do último domingo a posição da maioria do PSB de associar-se aos setores mais retrógrados da política nacional. Ao governador Paulo Câmara havia a opção de ouvir não somente a voz que ecoava nas ruas de Pernambuco, mas de escutar parte considerável da militância de seu próprio partido: os mais de 800 signatários da carta entregue à direção nacional do PSB no último dia 15 de abril. Entre eles estavam militantes, parlamentares, governadores e prefeitos do PSB que protestaram contra o abandono, por parte da direção nacional de seu partido, de um projeto de esquerda “em nome do pragmatismo e fisiologismo eleitoreiros que assolam os partidos atualmente” nas palavras da carta. Foi também a própria militância do PSB que reivindicou, à revelia das opções da direção nacional de seu partido, o legado de Lula e dos governos do PT para o desenvolvimento do estado de Pernambuco, legado que, segundo os signatários da carta, sempre orgulhou a militância do PSB e entusiasmava Eduardo Campos. Este é mais um motivo pelo qual a Frente Brasil Popular não teve e não tem nenhuma intenção de alertar o PSB do significado de sua posição de apoio ao golpe em curso no Brasil, sua própria militância já o havia feito. O PSB ignora não somente os anseios da maioria do povo pernambucano, mas também se recusa a dar ouvidos à sua própria militância.
3. A memória de Miguel Arraes é um patrimônio do povo pernambucano, assim como a de todos àqueles e àquelas que lutaram bravamente por democracia em nosso país. E nós dos movimentos populares e sindicais da Frente Brasil Popular em Pernambuco a reivindicamos no momento correto: momento em que os mesmos interesses do capital financeiro internacional que articularam um golpe de Estado há 52 anos atrás voltam a atentar contra a nossa democracia, visando a entrega de nossas riquezas ao estrangeiro e a retirada de direitos duramente conquistados pelo povo brasileiro. Infelizmente, a opção do PSB e de seus deputados federais, bem como a do Governador Paulo Câmara, foi a de associar-se àqueles que conspiram contra os interesses nacionais, que já negociam com o estrangeiro a venda das riquezas do pré-sal e da privatização do Estado, a ser levada à cabo num possível Governo de Michel Temer. Quem desonra a memória de Arraes são as opções do PSB em comportar-se como linha auxiliar dos mesmos setores que o encarceraram e caçaram seu mandato em 1964.
4. A nota do PSB endereçada à Frente Brasil Popular é mais uma tentativa de justificar o injustificável. Quem assistiu à votação no último domingo viu às claras a falta de qualquer justificativa plausível para o afastamento da Presidente Dilma. A justificativa apresentada pelo PSB para reivindicar coerência com sua história exibe o mais puro desconhecimento de nossa constituição, na tentativa de imputar à crise econômica o motivo para o impeachment. O que o PSB defende é jogar, através de um golpe contra a democracia, a conta da crise econômica nas costas da classe trabalhadora. Seguiremos em luta pelos direitos do povo pernambucano, entretanto nunca utilizamos os descasos do governo para exigir o afastamento do governador.
5. Não bastasse isso, utilizam-se do argumento contra a corrupção (argumento largamente utilizado também pelos militares em 64) para justificar sua posição. Não há crime de responsabilidade fiscal, muito menos qualquer investigação por atos de corrupção que paire sobre Dilma Roussef. O argumento serve para acobertar os verdadeiros responsáveis pela corrupção em nosso sistema político: as grandes empresas financiadoras de campanhas e que cobram a conta por suas doações. São os interesses do grande capital que financiam os deputados que agora votam a favor do golpe contra nossa democracia.
6. Por fim, gostaríamos de afirmar que seguiremos em luta pela democracia, inspirados pela bravura do povo pernambucano, pela riqueza e diversidade de nossa cultura, pelo conjunto das trabalhadoras e trabalhadores que constroem a riqueza desse estado. Já não nos dirigimos à direção do PSB (nunca o fizemos) nem ao Governador Paulo Câmara, mas chamamos à todas e todos aqueles militantes históricos que se inspiram na memória de resistência de Miguel Arraes a se somarem na luta contra o golpe em curso. Não recuaremos das ruas e não abandonaremos o compromisso com um projeto popular para o Brasil e para o estado de Pernambuco.
Não vai ter Golpe! Vai ter luta!
Frente Brasil Popular – Pernambuco

Humberto diz que o Senado irá derrubar o impeachment



O senador Humberto Costa - PT,  criticou os políticos pernambucanos que votaram pela admissibilidade do impeachment na Câmara, no último dia 17. Segundo  ele, esses parlamentares de Pernambuco traem a memória de figuras importantes do Estado como Frei Caneca,  Eduardo Campos e Miguel Arraes  .

Humberto, afirmou, nesta segunda-feira (25), que os senadores terão a oportunidade de desfazer o que considerou “golpe parlamentar” aplicado na Câmara dos Deputados, com o apoio da população do Nordeste e de vários Estados do Norte.

O senador ressaltou que a maioria do povo das duas regiões é contrária ao impeachment da gestora e citou levantamento do Vox Populi, realizada este mês, que mostrou que 54% dos nordestinos desaprovam a iniciativa.

Grupos contra impeachment montam acampamento no Derby


Do Blog da Folha
Comitês que representam vários movimentos sociais se instalaram na Praça do Derby nesta segunda-feira (25) em repúdio ao processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). O “Acampamento Popular em Defesa da Democracia” não tem data definida para sair do local e promoverá debates, shows e oficinas no espaço.
Movimentos em prol das mulheres, da juventude, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do LGBT e da Central Única dos Trabalhadores estão com estandes espalhados pela praça.
De acordo com a militante da Marcha Mundial das Mulheres, Elisa Maria o processo de impeachment é “um golpe” e tem um caráter “machista”.
Já o presidente da CUT, Carlos Veras, criticou a condução do processo do impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ele também disse que o vice-presidente Michel Temer (PMDB), se assumir o Governo, pode prejudicar os trabalhadores.
“Não vamos aceitar que o senhor Eduardo Cunha, que é um réu, que é um corrupto comprovado, use da sua prorrogativa, do seu mandato, para dar um golpe de Estado e atacar o direito dos trabalhadores”, afirmou.
“O Senado já aprovou o projeto da terceirização. Cunha quer que Michel Temer assuma para sancionar o projeto da terceirização, que acaba com férias, com décimo terceiro, com FGTS, que rasga a CLT. Não vamos permitir que haja flexibilização nos direitos trabalhistas”, disse.

Temer levanta dados sobre servidores terceirizados do PT

O vice-presidente Michel Temer já encomendou um estudo minucioso para saber a dimensão do batalhão de servidores apadrinhados em Brasília e nos Estados e os gastos com aluguel de veículos e imóveis.
O plano é demitir um grande contingente de apadrinhados políticos – em especial do PT – e voltar a dar status de secretarias a alguns ministérios – como o da Pesca, que voltará a ser vinculado à pasta da Agricultura.

Pernambuco foi do boom ao caos em cinco anos




Do Estadão Conteúdo

A crise econômica, que já se revela a mais severa da história do País, não poupa ninguém, mas em poucos lugares ela se materializa de forma tão clara e dramática como em Pernambuco. Por qualquer aspecto que se olhe, o Estado foi do apogeu ao fundo do poço com uma veemência e uma velocidade poucas vezes vistas.

Por lá, as vendas do varejo acumulam retração de quase 10% em 12 meses, mais que o dobro da média nacional. Nesse início de ano, a produção industrial sofreu um tombo de 26% em relação ao ano anterior, puxado pelas indústrias de alimentos, em especial de açúcar e laticínios, que penam com a seca. O desemprego na capital, Recife, já atinge mais de 10% da população.

O cenário no longo prazo também se deteriorou. Projetos na área de petróleo e gás, que prometiam mudar o perfil da economia local, naufragaram em denúncias de corrupção na Operação Lava Jato. Grandes obras do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, que criariam um novo patamar para infraestrutura local, estão praticamente paralisadas à espera de recursos federais.



"A economia de Pernambuco está tendo uma crise mais aguda porque sofre em duas pontas: o setor mais tradicional, a indústria de alimentos, sofre com a seca, e setores novos, ligados a cadeia de petróleo, tiveram um baque", diz o professor João Policarpo Lima, da Universidade Federal de Pernambuco, que pesquisa o desenvolvimento local.

Para arrematar, o nocaute da economia pernambucana tem um ingrediente particular: epidemias de viroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, que aumentam os custos com a saúde pública e as perdas no setor privado. Entre 144 das maiores indústrias pernambucanas, que participaram de uma pesquisa sobre os impactos do mosquito, 114 registraram afastamentos neste ano por causa de doenças do Aedes e 42% relataram queda na produção pela ausência prolongada de funcionários.

24/04/2016

Diante da crise, 135 prefeitos deixam o PT


Do Portal 247
A possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a crise da imagem do PT impulsionaram o movimento de debandada de prefeitos petistas para outros partidos políticos.
A seis meses das eleições municipais, levantamento feito pela Folha aponta que 135 dos 638 prefeitos eleitos pelo PT pediram desfiliação ou foram expulsos do partido. Essa conta inclui gestores que renunciaram ou foram cassados.
O maior desgaste da legenda está concentrado em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, governados pelo PSDB e pelo PMDB, mas o movimento também atingiu Estados comandados por petistas, como a Bahia e Minas Gerais.
Em São Paulo, 35 dos 73 prefeitos eleitos migraram. No Paraná, foram 18 baixas entre 40 gestores. No Rio de Janeiro, mantiveram-se fiéis ao PT só quatro dos 11 prefeitos eleitos há quatro anos.
Em Mato Grosso do Sul, oito dos 13 prefeitos saíram da legenda. 
O secretário nacional de organização do PT, Florisvaldo Souza, no entanto, diz que a perda de prefeitos não é um assunto que preocupa a agremiação neste momento.
"Temos um golpe em curso. Não estamos preocupados com quem saiu, mas sim com quem ficou e vai defender a democracia e nosso legado", afirmou Souza, destacando que o partido teve crescimento de militantes filiados.

23/04/2016

Yves Ribeiro fala para a juventude de Igarassu


O pré-candidato a prefeito  de Igarassu pelo PSB , Yves Ribeiro, reuniu na tarde de ontem (22 ), centenas de jovens em um espaço fechado no bairro de Cruz de Rebouças, para interagir sobre as necessidades de projetos voltados para essa faixa etária, naquela cidade. Na ocasião, Yves, que ouviu atentamente as reivindicações,  assinou um termo de compromisso com a juventude do município. 


Fizeram-se presentes no evento o secretário Executivo da Juventude do estado - João Suassuna, o prefeito de Itapissuma - Cal Volia , o ex deputado e ex prefeito da cidade - Severino Ninho e o deputado federal Tadeu Alencar, além de vereadores,  pré-candidatos e representantes  de vários partidos.


Vice-líderes do governo no Senado anunciam voto pró-impeachment


Do Poder Online
Dois dos quatro vice-líderes do governo no Senado, Hélio José (PMDB-DF) e Wellington Fagundes (PR-MT), anunciaram nesta sexta-feira (22) que vão votar a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff. Em manifestações feitas no plenário da Casa, os dois – que são integrantes da comissão especial que analisará o caso –passaram a defender o voto contra a permanência da petista.
Com essas novas manifestações, dos 42 participantes da comissão entre titulares e suplentes, 27 já se declararam favoráveis, dez contrários, um indeciso, três não quiseram responder e há ainda um voto em aberto – o senador José Maranhão (PMDB-PB) deixou a comissão e a quinta indicação do PMDB para a comissão está vaga.
"Eu já antecipo a questão da admissibilidade, porque, para mim, é inequívoco o Senado admitir uma questão que veio da instituição Câmara", disse Hélio José em pronunciamento no Senado. Ele é suplente da comissão a ser eleita na segunda-feira (25) e que começará os trabalhos no dia seguinte.
Segundo o peemedebista, o seu compromisso é "com a população do Distrito Federal, com a dona de casa, com as pessoas que precisam de um País estabilizado e que volte a crescer a e gerar empregos". "O meu compromisso não é com pessoas", ressaltou, ao defender que a admissibilidade deveria ser admitida "de forma consensual" para depois se fazer o julgamento.
Wellington Fagundes, por sua vez, disse que votará a favor do afastamento porque o País está “politicamente maduro" para isso. Titular da comissão especial, ele destacou que o voto não pode ser apenas técnico e que a manifestação dos senadores é uma retribuição do eleitorado.
"Agora cabe a nós votar; já foi votado na Câmara dos Deputados pela maioria. Aí chega o momento político. Isso eu disse à presidente da República (Dilma Rousseff) há 60 dias. Esta semana eu tive a oportunidade de mais uma audiência, em que fui discutir vários aspectos de interesse do meu Estado que vou abordar daqui a pouco. Ela me perguntou: 'E aí, senador Wellington, como está hoje a posição do Senado?' Eu não hesitei em dizer para a Presidente da República: 'Presidente, hoje o clima no Senado é pela admissibilidade, porque todos nós aqui somos políticos e temos que ouvir a população, temos que ouvir as vozes das ruas'", avaliou.

Os sem-votos do Senado


Do Coluna Esplanada
Se o cidadão se apavorou com a classe dos artistas do circo no plenário da Câmara, na votação do impeachment de Dilma Rousseff, é porque não viu ainda o teatro que o Senado prepara com seus intelectuais.
Uma amostra foi dada na tarde de quarta-feira.
Os suplentes – que chegam ao cargo sem nenhum voto – brilharam no plenário da Casa Alta. Alguns deles não venceriam para vereador em suas cidades.
Pela primeira vez desde que assumiu em 2011, após a morte de Itamar Franco, Zezé Perrella (PDT-MG) presidiu uma sessão. Na 1ª fila, mesmo debilitado, o segundo suplente (isso mesmo) do cassado Demóstenes Torres, José Eduardo Fleury Fernandes assistiu à sessão por mais de duas horas.
No fim da tarde, adentrou o plenário vestido de Don Corleone o senador Hélio José (PSD-DF), que demorou a tirar os estilosos óculos de sol. Ele vem a ser o suplente de Rodrigo Rollemberg, atual governador do DF.  Em 2014, candidato a deputado distrital no DF, Hélio recebeu seis votos. 

PSB e PSDB deverão ter candidatos próprios às prefeituras do Recife, Olinda, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes


O prefeito Elias Gomes concluiu que deveria iniciar ainda mês o processo de consulta aos partidos para a escolha do candidato que concorrerá a sua sucessão. Ele aceitou o convite dos pré-candidatos Evandro Avelar (PSDB), Conceição Nascimento (PSDB) e Mirtes Cordeiro (PPS) para coordenar o processo, cabendo-lhe procurar partidos, propor alianças, conversar com os vereadores sobre o potencial de cada um dos nomes, celebrar acordos políticos com vistas às próximas eleições, etc. Ele não pode errar neste processo, sob pena de comprometer sua (legítima) postulação ao Senado nas eleições de 2018. 

Não se descarta um acordo com o PSB, mesmo após o lançamento da candidatura do deputado Daniel Coelho à prefeitura do Recife, porém essa hipótese ficou mais difícil. O provável é que cada qual tenha o seu próprio candidato no Recife, Olinda, Cabo e Jaboatão a fim de adubar o terreno visando à eleição de governador.

Por Inaldo Sampaio

21/04/2016

Composição da comissão no Senado

Veja os nomes indicados até agora para compor a comissão no Senado:
Bloco da oposição (DEM, PSDB e PV)
Titulares:
Aloysio Nunes (PSDB-SP)
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Suplentes
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Bloco Moderador (PTB, PR, PSC, PRB e PTC)
Titulares
Wellington Fagundes (PR-MT)
Zezé Perrella (PTB-MG)
Suplentes
Eduardo Amorim (PSC-SE)
Magno Malta (PR-ES)
Bloco Democracia Progressista (PP e PSD)
Titulares
Ana Amélia (PP-RS)
José Medeiros (PSD-MT)
Gladson Camelli (PP-AC)
Suplentes
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Wilder Moraes (PP-GO)
Otto Alencar (PSD-BA)
Socialismo de Democracia (PSB,PPS, PCdoB e Rede):
Titulares
Romário (PSB)
Fernando Bezerra Coelho (PSB)
Suplentes
Roberto Rocha (PSB)
Cristovam Buarque (PPS)
PMDB
Titulares
Raimundo Lira (PB)
Rose de Freitas (ES)
Simone Tebet (MS)
José Maranhão (PB)
Waldemir Moka (MS)
Suplentes
Hélio José (DF)
Marta Suplicy (SP)
Garibaldi Alves Filho (RN)
João Alberto Souza (MA)
Dário Berger (SC).